GIULIA BORGES

14 out

Achei super inspiradora essa entrevista da Elle com a designer Giulia Borges. Aos 26 anos de idade, a jovem já pode ser considerada uma estilista de sucesso. Na última semana de moda carioca Giulia foi um dos grandes destaques além do que 60% de sua produção é exportada para o Japão. Na entrevista a designer da dicas para os estilistas que desejam fazer parte do reality show IT MTV ELLE Fashion Fabric.

1. Fale um pouco sobre a sua trajetória.

Influenciada pela minha amiga e estilista Luiza Bonadiman, decidi largar o curso de comunicação no terceiro período e fazer moda. Assim que me formei, comecei a correr atrás e mandei um projeto para os organizadores da Babilônia Feira Hype, do Rio de Janeiro. Depois, armei showrooms no Grupo Galeria, em São Paulo, e na casa da estilista Alessa Migani, no Rio. Foi ai que comecei a vender peças para lojas importantes. Em 2008, fiz minha estreia no Fashion Rio. Hoje já faz cinco anos que tenho minha marca própria.

2. Na sua opinião, quais são os principais desafios enfrentados por um profissional da moda no início de carreira?

Os estilistas em início de carreira precisam encarar diversos desafios técnicos, por exemplo. Eles geralmente têm boas ideias, mas fazê-las sair do papel nem sempre é fácil. Quando somos pequenos, é comum enfrentarmos problemas com os fornecedores. Muitas vezes precisamos de um tecido ou de uma cartela de cor específicos, mas como precisamos comprar em pequena quantidade fica difícil negociar valores. Mão-de-obra de qualidade, como costureiras e modelistas, também não é fácil de se encontrar. De forma geral, viabilizar a produção de peças diferenciadas em pequena quantidade é, na minha opinião, um dos grandes desafios dos criadores que estão começando.

3. A que você acha que se deve o seu sucesso?

Eu ainda enfrento muitos desafios diariamente, mas devo o reconhecimento já conquistado ao trabalho duro que dei, às noites sem dormir. Vejo várias pessoas talentosas abandonando seus projetos por causa das dificuldades do caminho. A persistência é que faz você continuar.

4. Qual dica você daria para um estudante de moda ou para quem está pensando em entrar nesse mercado?

Eu aconselharia ter personalidade e ir fundo naquilo em que acredita. Não ceder às exigências do mercado, acreditar nas suas ideias e ser persistente até ser reconhecido. Eu vejo vários novos designers se perdendo ao produzir aquilo que é apenas tendência de mercado. Eu gosto, por exemplo, de produzir roupas superfemininas, mesmo que isso não seja a coisa mais comercial do mundo. O sucesso vem com o tempo.
Beijão,

Gabi.

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